segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O Juramento



Doutores em humilhação

Agredir e insultar um homem a caminho do trabalho é obviamente inaceitável. Pior quando os agressores estudam medicina

Debora Diniz* - O Estado de S.Paulo


Três rapazes agridem um senhor em uma bicicleta com um tapete de carro. A força do impacto leva o homem a se desequilibrar e cair da bicicleta. Excitados pelo impulso sádico, os rapazes teriam gritado "ô, nego". Um grupo de testemunhas denuncia os rapazes à polícia. Eles são presos, o que poderia ser considerado um desfecho justo ao ritual de humilhação racial e de classe. Mas o Centro Universitário Barão de Mauá, no interior de São Paulo, decidiu também expulsá-los do curso. Eles estudavam medicina.

O que há de tão grave nessa história, além da injúria racial e da agressão física a um homem inocente a caminho do trabalho? O fato de os três rapazes estudarem medicina. Esses são desvios inaceitáveis para qualquer cidadão, mas particularmente inquietantes quando seus autores são futuros médicos. Há um espaço simbólico reservado ao médico em nossa vida social: a ele cabe o conforto, a escuta e o cuidado. Há uma expectativa de acolhimento universal que não distingue cor, idade, sexo ou religião. Um pacto silencioso de confiança é o que nos move ao entrar em um consultório médico: aquela pessoa de branco diante de nós está ali para cuidar de nosso medo da morte.

Dos médicos se espera mais do que o simples cumprimento das regras fundamentais da cidadania: é preciso uma consciência ética sobre o lugar sagrado que socialmente lhes é reservado. Por isso, não pode haver médicos racistas, sexistas ou violentos. As crenças privadas de um médico são simplesmente seus valores sobre o bem viver, o que não lhes confere nenhuma autoridade para julgar ou reprimir moralmente seus pacientes. Um ginecologista, por exemplo, não tem o direito de expressar suas inquietações homofóbicas ao atender uma paciente lésbica, assim como um obstetra de um hospital público, na ausência de colegas que o substituam em um plantão, deve atender uma mulher com autorização para o aborto legal. Esses encontros atualizam a consciência ética que todo médico deve ter ao exercer a medicina.

O homem da bicicleta foi humilhado pelos três rapazes que acreditavam ser divertido agredir ou assustar pessoas a caminho do trabalho. O exercício da humilhação é um instrumento de poder dos fortes e os médicos são indivíduos com poder sobre o corpo vulnerável de um paciente. Mesmo que não estivessem ainda no exercício da medicina, os rapazes testavam os limites das vantagens conferidas pela desigualdade de classe e de raça que contornam nossa vida social. Se um dia vierem a ser médicos e ainda distantes da consciência ética sobre a dor do outro, eles terão outros homens da bicicleta como pacientes e diante deles expressarão semelhante desprezo. Certamente, não mais os agrediriam com um tapete nas costas, mas com a indiferença pelo sofrimento.

Muito se fala na humanização da medicina e das outras profissões de saúde. Essa expressão é uma forma simples de traduzir alguns dos valores fundamentais que devem acompanhar a formação ética dos futuros médicos. Um bom médico não é apenas aquele que se atualiza nas técnicas e conhecimentos sobre sua especialidade, mas é principalmente aquele que se aproxima de seu paciente e é capaz de entender as sutilezas do seu sofrimento. O reconhecimento do papel simbólico do médico está diretamente relacionado ao exercício desses atributos. Por isso, no sentido mais clássico da expressão, um bom médico exercita a nobreza de caráter.

A expulsão do curso de medicina não deve ser entendida como um ato de vingança ou de duplo castigo. Os rapazes foram submetidos a duas ordens de julgamento. A primeira foi penal e resultou na prisão temporária e no pagamento da fiança pela agressão. A segunda foi ética e anuncia um sinal importante dado por aqueles que se preocupam com a formação dos futuros médicos - há valores fundamentais à consciência ética de um médico e um deles é o respeito ao humanismo. A decisão da faculdade em expulsá-los indica que, apesar da intensa mercantilização da medicina, a ética importa para a formação médica.

Há vários desafios éticos na formação das novas gerações de médicos. O modelo brasileiro de saúde pública se vê continuamente ameaçado pela sedução mercantil da medicina dos desejos, como é o caso das cirurgias estéticas. A medicina deve ser uma prática que reconhece a universalidade da condição humana e não simplesmente o poder de consumo de seus pacientes. O medo da morte e as fragilidades que nos acompanham são parte de nossa condição humana compartilhada e desconhecem qualquer diferença que nos situem como trabalhadores negros ou estudantes brancos de uma faculdade privada.

* Antropóloga, professora da Universidade de Brasília e pesquisadora da Anis: Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Coming back



I´m coming back home!

Uhuuu!!!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Reação


Vivemos em tempos de dores. As catástrofes, as guerras e as aberrações estão se tornando cada vez mais frequentes. A natureza (me refiro também às relações humanas, afinal de contas nós somos natureza) está reagindo. Terremotos, enxurradas, tsunamis e o que é pior, a falência do bem maior que nós temos: a família. E o ser humano se vê num dilema: morrer de uma tragédia ou viver nesta penúria. Sem saber o que é melhor. Não me encanta essa visão catastrófica, quase terrorista da vida. Mas é preciso refletir sobre como cada um de nós vivenciamos esta experiência; como cada um de nós se relaciona com o que está ao nosso redor.

Hoje pense como é sua relação com as pessoas e com o planeta. Será que a sua contribuição, o seu legado é construtivo ou destrutivo? Fortaleça a sua religiosidade, porque o Haiti é só o princípio das dores, mas Mateus é muito claro ao dizer que "aquele que perseverá até o fim será salvo."

O que está no fim é o mundo como a gente vê, e não o planeta que a gente vive.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Aos Sábados



Os sábados valiosos estão voltando.

_o/

sábado, 9 de janeiro de 2010

Alvo



Objetividade gera êxito!

Sinceridade gera afeto!

* foto de Miguelito

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano novo, esperança velha



"... não sinto pena dessa minha crença absurda, dessa fé infantil, dessa ingenuidade inata. Melhor do que ser um pessimista que dedica sua vida a duvidar dela. Melhor do que ser um cético que não muda de dor e não sente a súbita vontade de cantar no banho. Não sou daqueles que crê até que se prove o contrário. Creio em tudo mesmo quando já se provou o contrário. Surge uma esperança vã e ela toma conta de meus papéis e dos clipes. Uma palavra alegre que complementa o aceno e já penso que posso fazer amizade ..."

O maior encanto de uma criança é sua esperança. Ela crê em tudo o que vê e no que não vê também. Isso lhe confere uma pureza de espírito que a experiência da vida vai nos tirando impiedosamente, afinal de contas não há trauma maior do que o cansaço. É admirável quem consegue manter-se crente antes de tudo. E é isso que eu desejo para este ano que se forma agora: esperança.

Creia que é possível realizar seus sonhos.
Creia que existe muita coisa boa neste mundo.
Creia que existe muita coisa boa em você.
Creia que há um significado maior para tudo nesta vida.
E creia, antes de tudo, em Deus.

"Podes me subtrair o amor, a paixão, o emprego, mas a esperança não. Minha esperança é intocável."

Um bom ano a todos!

* foto de Amanda Simões

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Into the Wild



"Happiness is only real when shared."

Filme profundo. Eu recomendo.

Título em português: Na natureza selvagem.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sentindo


(...)
Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia.
Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.

Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.

Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.

Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.

Martha Medeiros

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Mas, as vezes, o sentir é tão grande que é impossível conjugá-lo pra dentro. Não cabe!

sábado, 26 de dezembro de 2009


Minha banda!

We Rock!!!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Parabéns, Loira!


Só pra deixar registrado a minha admiração a essa loira tão linda que finalizou uma parte importantíssima de sua vida!

Dizem que irmãos são os amigos que Deus escolhe pra gente, e que amigos são os irmãos que a gente faz. Tu és os dois pra mim!

Que Deus te abençoe e te proteja nessa vida que está iniciando agora!

Tu mereces!

Um beijo grande!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Chocolate


Uma pesquisa recém-publicada pelo periódico científico Journal of Proteome Research demonstra que o chocolate amargo reduz os níveis dos hormônios do estresse (ex: corticóide, adrenalina) em indivíduos que se sentem muito estressados. Os voluntários do estudo consumiram 40g diários de chocolate com teor de cacau de 74% por duas semanas.

E por que o chocolate tem esse poder de reduzir o estresse? O chocolate, especialmente o amargo, tem propriedades que fazem nosso cérebro apaixonar-se facilmente por ele. É um alimento com alto teor de carboidrato e gordura, com grande poder de estimular nossos centros cerebrais relacionados ao prazer e à sensação de nos sentirmos recompensados. Contém ainda farta concentração de substâncias chamadas de aminas biogênicas (ex: teobromina, feniletilamina, cafeína e tiramina), que também têm alto poder de estimular nossos centros de recompensa, assim como a liberação de neurotransmissores, como dopamina, serotonina e endorfina. O chocolate possui outras substâncias que podem estar associadas ao prazer: triptofano que é precursor do neurotransmissor serotonina e a anandamida que se liga aos mesmos receptores em que a maconha exerce seus efeitos no cérebro. O chocolate ainda faz com que a anandamida produzida pelo nosso próprio cérebro tenha efeito mais duradouro.

Mas os efeitos vão muito além do prazer e da redução do estresse. Sabemos hoje que o consumo de chocolate amargo promove uma série de outros efeitos benéficos ao nosso corpo pelo seu alto teor de flavonóides, as mesmas substâncias que fazem a boa fama dos chás, frutas e verduras. Entre os inúmeros bons efeitos já descritos temos: 1) aumento dos níveis de óxido nítrico, considerado um dos principais combustíveis para a saúde dos nossos vasos sanguíneos; 2) redução da agregação das plaquetas, ação que é igual à da aspirina; 3) aumento dos níveis do HDL – nosso colesterol bom – entre outras ações antioxidantes; 4) redução de marcadores de inflamação – lembrando que aterosclerose é igual a inflamação; 5) redução da resistência à insulina, facilitando sua ação nas células; 6) aumento do fluxo sanguíneo periférico (nos membros) e nas artérias do coração; 7) redução da pressão arterial; 8) aumento do fluxo sanguíneo cerebral e/ou atividade neuronal durante uma tarefa cognitiva. E os efeitos chegam até à pele, com aumento de sua microcirculação sanguínea e maior nível de fotoproteção.

Vale lembrar que não é fácil adaptar 50-100g de chocolate diários em nosso cardápio devido ao seu alto valor calórico. A boa notícia é que muitos estudos revelaram efeitos positivos do chocolate amargo mesmo em baixas doses, como um a dois quadradinhos por dia.

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Fonte: ConsCiência no Dia-a-Dia

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Rotina

Descobri o romantismo que há no dia a dia. Sou um bicho feito de pura rotina.

Gosto de acordar cedo e ver que o dia vai ser cheio. Me enche de entusiasmo mais que uma viagem a Veneza.

Gosto de banho gelado e de café bem quente. Prepara meu corpo e minha alma pra batalha do dia.

Gosto de aprender a ciência que estudo. O medo da responsabilidade que ela me dá é desafiador.

Gosto de almoçar com os amigos, ou receber uma mensagem pelo celular. Me emociona mais que um lindo presente.

Gosto de viver ocupado. Me traz paz de espírito maior que um retiro aos recônditos do mundo.

Gosto de saber que no final do dia estarei ao lado de quem eu prezo. Me conforta o coração.

Gosto de ter certeza que Deus está comigo em todos os meus passos. Me dá ânimo pra seguir em frente.

Gosto de jantar acompanhado de um bom papo. Me seduz mais que mil beijos.

Descobri que ser romântico é ver na rotina um jantar à luz de velas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Dia do Combate à AIDS



Dia 1º de dezembro é o Dia Mundial do Combate à AIDS. Esse é o dia em que parte do mundo volta seus olhos para uma questão que está presente o ano inteiro.

E ela anda muito mais perto do que você pode imaginar!

Acredite nisso! Conscientize-se!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Fagner


Ontem no show de Fagner até São Pedro tava sofrendo... rsrsrs

Mas eu não!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Feeling



I got a feeling!!!

domingo, 29 de novembro de 2009

Série tirinhas - Costela


Com todo o respeito, claro!

* Clique na imagem pra conseguir ler, ou baixe pro seu computador.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Genial


Quero deixar registrado aqui minha profunda admiração por essa mestre que nos mostrou o que é ser verdadeiramente humano. Faço minhas as palavras da Ju, ao dizer que se alguém aqui resolver ser pediatra, a culpa é dela!

Não há palavras nem gestos que consigam traduzir a gratidão que tenho no meu coração a Deus por colocá-la em nossas vidas.

Que Deus permaneça lhe acompanhando, Professora Geni Balaban.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009


Dedicado a umas vizinhas sofridas que eu tenho.


... porque fossa boa é fossa sofrida!!!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Faz mal, sim!


A maconha é a droga ilícita mais consumida no mundo e estima-se que um em cada 25 adultos com idades entre 15 e 64 anos já fez uso da droga. Essa é uma estatística do Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crimes que revelou também que o uso é relativamente maior nos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia seguido pela Europa. Enquanto o consumo está diminuindo em países da Europa Ocidental e Austrália, está aumentando na América Latina e em vários países da África.

Estudos revelam que 20-30% das pessoas que usam pela primeira vez a droga passam a consumi-la pelo menos uma vez por semana, e 10% apresentarão padrão de consumo diário. E aquilo que já foi um tema controverso, há algum tempo não é mais motivo de discussão: o uso regular de maconha aumenta sim o risco do uso de outras drogas ilícitas como a cocaína.

Os efeitos agudos da maconha no cérebro

O tetrahidrocanabinol (THC), componente ativo da maconha, provoca uma leve euforia que dura de 1 a 2 horas, mas pode provocar também outros efeitos como ansiedade, crises de pânico e sintomas psicóticos. A maconha ainda está associada a um risco de acidentes no trânsito duas vezes maior por levar a uma diminuição da coordenação motora e lentificação das reações e do processamento de informações.

Efeitos do uso crônico da maconha

No pulmão, o uso regular da maconha provoca bronquite crônica e sabe-se que a droga contém muitos dos componentes causadores de câncer encontrados no tabaco, sendo que algumas delas em concentrações ainda maiores.

No cérebro, dependendo da quantidade do consumo, podem ser observados diversos graus de dificuldade de aprendizado, memória e atenção, além de alterações estruturais do cérebro associados ao uso a droga. Há ainda estudos que demonstram que usuários de maconha têm chance 40% maior de apresentar sintomas psicóticos no decorrer da vida, e um risco mais de duas vezes maior de desenvolver esquizofrenia entre aqueles que usaram a droga antes dos 18 anos de idade.

Apesar de não haver evidências de relação da maconha com o risco de malformações fetais, o uso da maconha durante a gravidez está associado a uma maior chance de uma mulher ter um bebê com baixo peso ao nascimento.

Para concluir

Existe uma crescente idéia entre os jovens de que o cigarro é “careta”, pois faz mal à saúde, e de que a maconha é bem diferente. O conjunto de evidências que dispomos atualmente demonstra que tanto o cigarro como o álcool trazem muito mais danos à sociedade do que a maconha, mas também revelam que os efeitos negativos da maconha sobre a saúde humana não são nada desprezíveis.

Fonte: ConsCiência no Dia-a-dia

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Improvável




hahahahaha.. muito bons!!!